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A Ciacool esteve na São Silvestre - de novo!

Personagens ilustres passaram pela Expo Atleta da 96° Corrida de São Silvestre, vem conferir como foi o encontro

04/1/2022

A prova mais espera dos últimos dois anos aconteceu e foi uma festa para todos que participaram correndo ou apenas presenciaram corredores de elite e amadores em um só lugar. Não só a prova que foi uma festa como também a retirada de KITs.

Mais de 30 mil pessoas passaram por lá, não apenas corredores inscritos mas também visitantes e ilustres personagens que abrilhantaram ainda mais a Expo Atleta.

Buscamos conhecer um pouco de cada um e saber como entram no mundo da corrida. Foram muitas histórias, então vem com a gente!

Frade Maratonista

Severino Pereira mais conhecido como Frade Maratonista hoje com 70 anos, corredor há 22 anos na São Silvestre, sem perder um ano, tirando o período da pandemia. Iniciou na corrida com 20 anos e hoje já está com 50 anos no seu currículo de corredor. Com 40 maratona, já viajou o mundo com o personagem Frade Maratonista, passou por Atenhas, Grécia, Chile, Patagônia, Deserto do Atacama e Estados Unidos, além de conhecer vários estados do Brasil.

Um dia Severino estava sentado na varanda, em 1978 e um grupo passou correndo, então ele pediu para participar do grupo e daquele dia em diante ele nunca mais parou. Na corrida percebeu que sua vida foi transformada.

“Com esse personagem eu já rodei o mundo e espero que passe logo essa pandemia para voltar ao normal com os eventos. A corrida transformou a minha vida, eu estou aqui com 70 anos, um menino correndo a 96° edição da São Silvestre”.

Zé Gotinha da Floresta

Sergio Silva conhecido como Zé Gotinha da Floresta, direto de Manaus, carrega um significado muito grande com o seu personagem. Sua história com a corrida surgiu em paralelo com a história da sua esposa que descobriu um câncer de intestino, na época a esposa tentou passar em um concurso e o Sergio realizou a mesma prova e acabou passando, se tornando funcionário público do estado de Manaus.

Depois de um tempo cuidando de crianças com câncer, Sergio descobriu que a Lucia sua esposa tinha um câncer, depois da sua esposa passar por 23 cirurgias e seu contato com as crianças, Sergio percebeu a dificuldade da doação de sangue na sua cidade. “Com isso que passamos percebemos o quanto é difícil e necessário a doação de sangue, com apenas uma doação você pode salvar muitas vidas” relatou.

O Zé Gotinha da Floresta veio para sensibilizar as pessoas para a doação de sangue “se você fizer uma doação de sangue, você pode salvar quatro vidas” destacou Sergio. Mas porque Sergio escolheu o mundo da corrida para fazer esse apelo? O esporte sempre esteve na sua vida e a corrida foi apenas uma consequência daquilo que ele sempre gostou.

Hoje é conhecido no mundo do esporte, não apenas na corrida, o personagem Zé Gotinha da Floresta já participou dos Jogo das Estrelas. “Já conheci o Zico, Eric Farias da Globo, Paulinho Gogo e levei a minha mensagem para essas pessoas”, com 58 anos Sergio Silva já rodou o Brasil e participou de 15 edições da São Silvestre.

Ainda sobre doação de sangue e corrida, a equipe da CIACOOL teve a oportunidade de conhecer a história dos Irmãos de Sangue, o Luiz Eduardo Pereira de Andrade com uma simples ação/doação, salvou a vida do Carlos Alberto Rezende.

Uma história de superação que teve início em 2015, quando Carlos Alberto Rezende, mas conhecido como Carlão, foi diagnosticado com aplasia medular severa, uma doença na medula óssea e a única coisa que poderia salvar a sua vida era a doação, pois o tratamento que o Carlão fez não estava surtindo o efeito necessário. Foi aí que a sua busca por um doador começou.

Eduardo sempre foi um doador regular resolveu se cadastrar como doador voluntário de medula óssea. Depois de um tempo ele recebeu uma ligação sobre uma possível compatibilidade e com os exames foi confirmada 100% de compatibilidade. “O maior risco é ficar uma pessoa mais feliz, então seja um doador, que a felicidade vem aí”, destacou Dudu.

A corrida veio como uma consequência nessa irmandade, o professor Carlão foi quem trouxe o Eduardo para o mundo do esporte. Depois de 38 anos como professor de biologia e iniciando como estudante de biomedicina, Carlão ainda criou o Instituto Sangue Bom, “fiz tudo isso ainda sem saber como seria a minha vida e ainda voltei para o esporte”.

O esporte é bom para todo mundo, “estamos aqui para celebrar a vida, levando a mensagem da doação de sangue e o esporte é inclusivo para todo e qualquer pessoa, com tudo isso eu ganhei a vida e ganhei um irmão!”. Segundo Carlão enquanto ainda estiver vivo, vai continuar correndo e no esporte.

O Rei

Antônio Tadeu foi umas das figuras mais solicitadas no evento, a cada passo que ele dava era fotos e vídeos, quase impossível de não o reconhecer. Com 15 anos como Roberto Carlos, foi natural a sua escolha de personagem, sua paixão pelo cantor vem desce o início da carreira do artista.

Hoje com 70 anos ele relembra do início quando começou a correr, “quando eu tinha 14 anos iniciei na corrida em um bairro em São Paulo, eu vi a faixa e sai correndo eu estava de bota carrapeta e ainda errei o percurso, pois nunca tinha feito isso, no ano seguinte fui tirar umas fotos na paulista e quis estar ali correndo, depois disso parei de ser expectador para se tornar corredor, sem nunca ter corrido e nunca mais parei, depois disso fiz apenas com o personagem do Rei Roberto Carlos”.

Incrível

Representando todas as mulheres incríveis a Ultramirian como é conhecida, mostrou que todas as mulheres são incríveis e podem fazer tudo que quiserem, Mirian Cristina iniciou na corrida com 43 anos, “eu estou aqui para mostrar que não precisa ser novinha para começar algo novo”, revelou.

Com apenas 8 anos de corrida no seu currículo, Mirian já conta com 305 provas, 24 maratonas, 35 meia maratona e tudo isso completando 52 anos. “Eu trabalho na Ultragaz e lá tinha um campeonato interno de ranking dos mercados que era justamente para estimular as pessoas a praticar atividade física e tinha uma prova de 5 km que a minha amiga me convidou para fazer e eu falei vamos. Se te uma frase que gosto muito é, “qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?”” para a atleta o que mais chamou a atenção foi a energia, cada um querendo se superar, com o seu desafio e depois disso ela não parou mais.

Seu objetivo nas provas é se divertir, sempre se superando, além de incentivar outras pessoas a fazer isso.q

Buscando uma forma de levar uma mensagem de preservação da natureza, o aposentado José Geraldo da Silva, 61 anos, conhecido como Homem Natureza participa da corrida de São Silvestre há 22 anos, “essa foi uma forma que eu encontrei de homenagear o maior patrimônio da humanidade, a natureza” revelou.

No início da sua carreira como atleta, o seu José se caracterizava como Índio, mas percebeu que na São Silvestre já tinha alguns atletas que se vestiam dessa forma, “quando eu cheguei aqui tinha muitos índios e eu pensei, poxa eu tenho que me destacar, aí no carnaval do Rio de Janeiro eu vi um pessoal vestidos de árvore, foi quando eu tive a ideia da nova fantasia”.

A mensagem da conservação da natureza é algo que não cai em desuso e sempre faz sucesso por onde passa. “Sem o verde não há vida” finalizou o atleta.

Pé na Rua

Em 1975 com 17 anos o seu José de Morais é um personagem muito conhecido da região sul do Brasil como Pé na Rua, iniciou na corrida quando percebeu que não tinha futuro no futebol, “eu gostava do esporte, mas era um perna de pau”, revelou o seu José.

Mas na corrida teve muito sucesso, “o pessoal que vem para correr, eles também querem um pouco de alegria e diversão, então é isso que eu levo para todos, meu personagem foi algo improvisado, mas que faz muito sucesso entre as crianças” destacou. Um personagem com presença confirmada na São Silvestre, entre outros eventos.

Obama

Meio tímido, mas não deixando passar a feira em branco, Rodrigo Luiz Viana desfilou nos corredores como Obama Brasileiro. Desde 2016 ele é lembrado pela sua aparência com o ex-presidente da Casa Branca.

“Chegava nos locais e era até chato o pessoal falando da minha aparência semelhante ao Obama, depois de um tempo eu tive até que aceitar” contou o sósia. Está no mundo da corrida há 9 anos e como Obama Brasileiro há 8 anos.

Animal

Não pode deixar de falar de uma personagem que tem a presença confirmada na São Silvestre e no stand da CIACOOL, ANIMAL é como ela é conhecida. Com uma história de superação, a atleta esbanja simpatia e muito bom humor.

Com o retorno da 96ª Corrida de São Silvestre e pela 17ª vez participando do evento, esse ano ela resolveu inovar, “meu personagem desse ano, é para todos os profissionais da saúde que estiveram na linha de frente da pandemia do COVID-19” contou.

A corrida levou a ex-moradora de rua ganhar o mundo. Animal correu em Nova Iorque, Miami, Japão, Inglaterra entre outros países, ela também é recordista brasileira nos 800m, 1500 e 5000m na categoria Master.

Ana Luiza Garcez é seu nome verdadeira, mas ganhou o apelido dos policiais da cidade de São Paulo, “eu vivia nas ruas, usava muitas drogas e sempre estava fugindo dos policiais, quando eles tentavam me pegar era muito difícil, mas quando me alcançavam eu mordia e não deixava me tocar, por isso o apelido ANIMAL, essa mulher é muito animal eles falavam” revelou Ana. Hoje podemos perceber que o apelido dado é um símbolo de garra e luta, que ela faz questão de lembrar.


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