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A relação do exercício físico com o Câncer de Mama

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de mama é um dos mais comuns no sexo feminino, perdendo apenas para o de pele não-melanoma. Cerca de 28% dos casos por ano são na mama.

17/10/2021

A relação do exercício físico com o Câncer de Mama. 1

Os hormônios. 1

O exercício físico. 1

Para mulheres que venceram a doença. 2

O autoexame. 2

Em frente ao espelho. 2

Em pé. 2

Deitada. 3

Frequência. 3

Sintomas. 3

Para os homens. 3

Prevenir é melhor que remediar. 3

O Ministério da Saúde, juntamente com algumas instituições brasileiras e americanas, fez uma pesquisa para tentar entender melhor como os exercícios físicos ajudam na prevenção da doença e descobriram que 12% das mortes causadas pelo câncer de mama poderiam ter sido evitadas caso as mulheres praticassem algum tipo de atividade física.

A pesquisa se baseou em vítimas do tumor de 1990 até 2015. Tendo esse número em mãos, cruzaram esses dados com os índices de sedentarismo no Brasil e com pesquisas sobre a probabilidade de uma pessoa ativa ter o câncer contra outra mulher que é inativa.

A conclusão que veio depois disso foi de que se todas as mulheres brasileiras fizessem caminhadas de meia hora cinco vezes na semana, uma a cada dez mortes por conta da doença não teriam acontecido. No ano de 2015 isso significaria que 2075 mulheres não teriam perdido a vida.

Existem outros fatores que podem aumentar a probabilidade de óbito pela doença. A mesma análise percebeu que 6,5% das mortes tem como culpados o consumo de álcool, o sobrepeso e uma dieta com muito açúcar, é bem menos do que a falta de exercícios físicos, mas continua sendo uma boa parcela. Pra se ter uma noção, 6,5% só em casos de 2015 foram 1124 mulheres!

Os hormônios

Outra coisa que se percebeu é que a prática esportiva controla a quantidade de hormônios femininos produzidos pelo corpo. Esse hormônio é também conhecido por estrogênio e é ele o é responsável por estimular a multiplicação de células nas mamas, por isso é importante mantê-lo em um nível adequado, já que se uma das células produzidas venham com defeito, é muito mais fácil dela ser replicada, causando o início do câncer no local.

Para completar, há mais uma substância que é menos produzida durante o exercício físico:

A leptina que, em grandes doses, é associada ao câncer na pós-menopausa.

O exercício físico

Segundo a edição de 2017 da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 13,9% das mulheres são totalmente inativas no tempo de prazer e, das mulheres que sobraram, 51,3% se mexem menos do que o necessário. Isso significa que 65,2% das brasileiras não fazem exercícios suficiente na semana!

O recomendado são 150 minutos de exercício moderados por semana ou 75 minutos caso a atividade for vigorosa.

Para mulheres que venceram a doença

Até pouco tempo atrás, muito se dizia que atividades físicas podiam piorar a saúde de sobreviventes da doença e desenvolveram linfedema, um inchaço crônico que aparece depois do tratamento. Mas o Journal of Cancer Survivorship publicou um estudo que acabou descobrindo que os benefícios do esporte nesses casos são maiores que os riscos que as pacientes tomam. Esse estudo foi liderado pela Universidade de Missouri, nos Estados Unidos.

Pelo jeito ser sedentária oferece mais perigo do que praticar exercício, mesmo entre quem se recuperou dessa doença. Aliás, praticar exercícios diminui a chance de o tumor voltar.

Um dos efeitos colaterais do tratamento da doença é a fadiga, coisa que os exercícios físicos combatem.

O autoexame

Reforçando uma das ideias mais passadas no outubro rosa, o autoexame é uma das ferramentas que mais podem te ajudar a conhecer o próprio corpo e perceber o mais rápido possível no caso de alguma coisa estranha estar acontecendo.

Ele é feito em três passos:

Em frente ao espelho, em pé e deitada.

Vamos lá?

Em frente ao espelho

A primeira etapa é se despir totalmente e parar na frente do espelho. Preste atenção nas mamas nas três posições:

Primeiro, mantenha seus caídos ao lado do corpo e observe, depois, levante os braços para analisar e por último, coloque suas mãos na cintura e faça uma certa pressão, para ver se há alguma alteração na superfície da mama.

Durante todas essas etapas é importante observar o tamanho dos seios, a cor e a forma, além de rugosidades, abaixamentos, saliências e inchaços. Preste sempre atenção se alguma coisa mudou de um dia para o outro, caso as diferenças existam, é recomendado ir ao ginecologista ou a um mastologista.

Em pé

Na hora do banho, com as mãos ensaboadas e o corpo molhado, levante um braço e coloque-o atrás da cabeça, como se estivesse tentando coçar as costas. Apalpe seu seio esquerdo, fazendo movimentos circulares por toda a extensão do peito e, depois, apalpe-o de cima para baixo e de baixo para cima.  Outro movimento importante é apalpar de fora para dentro até chegar ao mamilo. Falando no mamilo, sempre pressione suavemente o mesmo para ver se sair algum líquido.

Depois, repita todo o processo na mama direita.

Deitada

O processo deitado é a mesma coisa que a em pé, porém, com a diferença de que se deve fazer deitada confortavelmente em algum lugar.

Frequência

Todo. Dia.

A importância de fazer esse autoexame todo dia é que no caso de você perceber alguma diferença entre um exame e outro você já pode ir ao médico e cuidar daquilo com ajuda profissional. E vamos combinar, o exame leva menos de vinte minutos para ser feito e pode te salvar até a vida, acho que conseguimos tirar esse tempo para cuidar da própria saúde, não é?

Sintomas

Não adiantaria eu escrever todo esse texto e não te falar sobre os sinais que você deve prestar atenção durante o autoexame, certo? Basicamente existem 11:

1. Feridas ou crostas na pele, perto do mamilo

2. Veias que são fáceis de ver e que aumentam de tamanho

3. Coceira frequente na mama ou no mamilo

4. Alteração na cor ou forma da aréola

5. Sulco na mama, como se fosse um afundamento

6. Inchaço ou mudança no tamanho de uma das mamas

7. Caroços ou inchaço na região das ínguas da axila

8. Vermelhidão ou rigidez na pele da mama

9. Liberação de líquidos pelo mamilo

10. Presença de um nódulo ou caroço indolor

11. Alteração na forma ou coloração do mamilo

Para os homens

É importante lembrar aos homens que tudo isso serve para eles também, apesar do câncer de mama ser mais comum em mulheres, homens também devem se cuidar e é possível fazer autoexame da mesma forma. O que muda são os sintomas, que, no geral, são apenas três:

1. Liberação de líquidos pelos mamilos

2. Alteração do mamilo ou aréola

3. Caroço no peitoral, perto do mamilo

Prevenir é melhor que remediar

Para evitar o câncer de mama e várias outras doenças é muito importante entender como seu corpo funciona e conseguir identificar mudanças no mesmo para que você sempre esteja a par do que seu corpo precisa naquele momento. E, caso você não conheça ainda seu próprio corpo, nunca é tarde demais pra conhecer!

Para começar, agende uma consulta médica para ver se está tudo correto com seu corpo, caso esteja, tome como base seu corpo como está agora e comece a se autoexaminar.

Caso alguma coisa esteja errada, pelo menos você já terá ajuda profissional para melhorar e depois disso realmente conhecer seu corpo.


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