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Atleta paranaense Trajano desafia as chances e quebra recordes

Atleta paraolímpico já levou ouro em competição nacional de dardo

01/7/2019

No mundo do esporte, conhecemos diversas histórias de superação que nos fazem sentir na pele os desafios da vida. São muitos os atletas que desafiam as chances, mas nenhum deles é como Trajano Ferreira Caldas Neto.

Natural de Guarapuava, o paranaense vem quebrando recordes e fazendo o seu nome nas competições de dardo, arremesso de peso e corrida de 100m. Na rotina, além dos treinos rigorosos, Trajano mantém as notas boas na faculdade de Administração, o bom desempenho no estágio e não deixa de cuidar da casa onde mora sozinho. Se você achou que isto descreve a vida normal de um atleta, tem razão. Há somente um detalhe a revelar, ele faz tudo isto e mais sem enxergar.

Mas não deixe-se enganar, isto não passa de um detalhe para Trajano. Ao descobrir que não seria possível recuperar a visão, o esporte aparece como uma oportunidade de reinventar sua vida. Ele não imaginava que o que parecia um fim, era só o início de uma jornada de vitórias.

O atleta paraolímpico foi atrás do seu sonho e o esforço o levou às competições estaduais e nacionais. À nível de estado Trajano já conquistou o ouro no dardo e na corrida de 100m. Seu maior orgulho é ter subido no pódio para comemorar o primeiro lugar no dardo durante o Circuito Loterias Caixa. Os títulos são a grande motivação para manter a rotina de treinos práticos e coordenativos e a academia, acompanhado de uma equipe de paratletismo organizada pela APADEV (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais).

Acessibilidade
Trajano mora em Ponta Grossa (PR) e atesta que as instituições que frequenta estão melhorando quando o assunto é acessibilidade, mas que ainda tem muito a ser feito. Seu conceito de local acessível é onde o deficiente possa se sentir como qualquer outra pessoa. Se as pessoas lhe tratam de forma que ele não sinta sua deficiência, estão fazendo uma ótima ação. Ter confiança em que, mesmo com dificuldades, a pessoa vai conseguir, é o melhor que você pode fazer.

Com 33 anos, o guarapuavano orgulha-se de ser uma prova do que acredita. Deficientes físicos e intelectuais mostram todos os dias sua capacidade de estar no mercado de trabalho e até mesmo subindo no pódio.
 

Se para você a ideia de ser um medalhista olímpico está fora de cogitação, saiba que ele também passou por isto. Quando enxergava, isto parecia algo fora da realidade. Usando as palavras do próprio atleta, Trajano levou um beliscão da vida: teve que perder a visão para hoje ser o melhor do Brasil na modalidade do dardo. 
 

“Tive que perder a visão para ver que eu podia muito mais.”

Trajano Neto

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